Quem és tu? Quando me olho ao espelho, não sou eu quem me vejo lá… Encontro outra pessoa, que eu não compreendo, que não consigo decifrar… É difícil de mais, olhar-lhe nos olhos e ver que a expressão não é como a minha… Algo o torna especial, diferente… As feições, o tamanho, a forma de sorrir é igual… O olhar diferencia toda aquela semelhança. Deveriam ser iguais, mas acabam por ser diferentes… O espelho mostra uma diferença que não consigo ler.
Eu e ela somos duas partes que se fundem numa só. Sinto-me como duas, não pessoas, mas duas almas. Uma delas está perdida no meu sonho que não volta atrás. Ela é aquela que verdadeiramente sou, aquela que deveria mostrar ser. No entanto, parti o espelho para não deixar essa face vir ao de cima. Não poderia mostrar uma parte fraca, frágil e sensível de mim. Teria de continuar a fingir que era forte.
Eu encontrei quem eu queria ser, quem eu sempre quis esquecer… Encontrei nesta realidade, mas quem a pode apanhar nos sonhos? O sitio onde habito para fugir a uma vida onde eu, não sou o que tenho de ser, mas o que devia ser.
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