Desabafamos quando temos necessidade disso. Escrevemos quando temos a inspiração. Da mesma forma que muitas vezes olhamos, não vemos. Da mesma forma que lemos, não prestamos atenção. Da mesma forma que conhecemos, não queremos saber.
Em todas as situações de romantismo, amizade, assassínio, ressuscitação, em todos os textos em que estes estão proscritos, sabemos que é tudo baseado num acontecimento, de um olhar, de uma expressão, de uma leitura.
Como um livro de histórias de fantasias para crianças, há sempre um que é a personagem principal, e que dá cor. Outro, que é a personagem secundária, e que apenas preenche os espaços em branco.
Como num caminho que percorremos, há sempre o caminho fácil e o difícil.
Como numa situação normal, vemo-nos em situações que por vezes, proclamamos por ajuda, e outras que damos por pena sermos tão fácil.
No entanto, quando sabemos que vale apena lutar, lutamos e damos tudo por uma luta em que de o máximo de nós. Quando sabemos que vale apena sorrir, fazemos para que isso seja assim. Quando queremos realizar o impossível, estamos lá a dar tudo por tudo. Quando sabemos que alguém faz de nós algo que nunca fomos, não vemos outro se não esse alguém.
Sabemos todos uma razão, um motivo, nos fará continuar a desejar o dia seguinte. Haverá sempre alguém disposto a fazer das impossibilidades, possíveis; as incompatibilidades, compatíveis.
Uma realidade, nem sempre é disposta as nossas necessidades, mas há sempre algo que está lá. E que isso mesmo, nos deixa capaz de alcançar barreiras, e até mesmo ultrapassá-las.
Com isto, sei que encontrei a personagem principal da minha vida, que dá cor e razão a algo inocente. Sei que encontrei algo que vale apena lutar, todos os dias, que me faz sorrir, e que fez de mim, algo que nunca pensei ser: eu mesma. Sei que encontrei algo que está disposto a mim, e me faz ficar disposta a esse mesmo. É ele, que ultrapassou as barreiras dos meus pensamentos, dos meus motivos, do meu amor.
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