28 maio 2010

There will never be other like you

"Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana. "
( Marguerite de Crayencour )
É da lembrança, e da memória que vivo. Que vivemos. Que viveremos.
Lembro-me de olhar para o mar e de admirar a sua claridade e beleza, de cheirar e tentar tocar na sua água, e quando esta parecia que se afastava, voltava.
Lembro-me do toque do vento. Do seu suave toque, que fazia desaparecer o maior dos meus medos, e fazer despertar o maior dos meus desejos.
Lembro-me do som do mar. A forma como o seu som transmitia paz, e segurança. Acreditava no que ouvia, e tudo o resto, não existia.
Lembro-me da forma como por vezes, quando deitada sobre a areia, ela parecia que me abraçava. Fazia-me sentir protegida, como um pequeno bebé nos braços de uma mãe.
Lembro-me de sentir o sol quente aquecer-me na cara, e muitas vezes, o coração.
Lembro-me de sentir o frio arrefecer-me os lábios, e subitamente, aquecer-me.
É disto que me lembro. Do toque e do cheiro; da beleza e da pureza; dos desejos e dos medos; dos abraços e da sua segurança e protecção; do seu calor e do seu amor.
Mas também me recordo da dor quando o gelo quebrava. Da dor do mau tempo, quando me enganava.
São as lembranças que me fazem recordar tudo. São as memórias que fazem com que elas permaneçam, mesmo que não queira. As memórias ficam, mesmo quando o amor vai. No entanto, o amor fica, mesmo quando as lembranças vão.
Mas lá ficam, lá permanecem. 

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