O primeiro amor é aquele que dura, nos faz sorrir e quando acaba, nos faz sofrer.
O primeiro amor, não é aquele que dizemos ser o primeiro, mas aquele que pode parecer ser o último, pois é aquele que passa as barreiras do amor que alguma vez possamos ter sentido por alguém ou iremos sentir. Podemos não achar possível amar tanto alguém como acontece no primeiro amor, mas acontece e isso ninguém pode contrariar. É aquele forte, incrível, capaz de deixar a pessoa na falésia. É aquele que não tem hora, dia, mês, ano, lugar marcado. Pode acontecer a qualquer momento e em qualquer local. Temos de nos deixar levar, pois é aquele que dá asas às borboletas escondidas no nosso íntimo. Não temos limite de amor a gastar, pois tudo é entregue, e nada quer de volta. É o mais poderoso, assim como o mais doloroso. É o mais verdadeiro, dai a ser o primeiro. Simplesmente acontece. Não podemos duvidar, e temos apenas que agir.
Não se sabe porque e quando começa, mas quando começa, dói porque acaba. Dói, porque não nos permite continuar, pois é o que demora mais tempo a esquecer, o que leva mais tempo a perdoar.
O primeiro amor, dá demasiadas alegrias, daí a doer tanto, por medo ou receio que acabe de repente, e que da mesma forma aquela fantasia de criança acabe. Ocupa todo o coração, não deixando nenhum pedaço, não conseguindo vê-lo, apenas sentindo-o. Por isso, faz-nos sorrir e chorar mais do que aquilo que suportamos; faz-nos felizes e infelizes mais do que aguentamos.
Todos nós podemos viver amores apaixonantes; amores bem vividos; amores mais bem cuidados; amores melhores aproveitados; no entanto, estraga o coração e assim o deixa.
Todos nós vivemos amores mais bonitos; mais relevantes; mais sinceros, mas são como um relâmpago. Vem e vai. Não dói tanto quando parte, enquanto este, corrói-nos por dentro, e não deixa espaço para agir nem sequer pensamos: apenas estamos destinados aquela dor.
O nosso primeiro amor mexe naquilo que é mais poderoso: o nosso interior… quando os nossos lábios se tocam, nada mais existe. Um arrepio, até um frior: é ele quem pensamos que está a tocar na nossa alma. Quando nos dá a mão, sentimo-nos tão unidos como duas peças de um puzzle que ficarão unidas, e não há maneira de desencaixar. Quando os nossos corpos ficam juntos, parece não haver infinito e apenas nos deixamos levar por aquela sensação de encanto. Mais tarde, quando tudo acaba, quando tudo chega ao fim, e nos dizem mais uma vez o nome daquele que foi o que em tempos, era tudo, dói. Dói e fica. Dói, e cai tudo. Dói e não desaparece. Fica sempre.
Amores seguintes ao primeiro amor, já são amores com mais prazer, pois são amores cansados, que já foram vividos, que já sofreram, e que agora tem medo de arriscar, que não se permitem a tentar, e que desistir é sempre um caminho mais fácil. No primeiro amor, arrisca-se tudo, pois nada tem limite, e o limite não é nada.
É este que nos prepara para outros, com barreiras de cristal inquebrável a volta daquilo que chamamos o ‘nosso coração de amor’. Prepara-nos para sofrer, e impedir essa dor. Prepara-nos para sorrir e a gratificar esse sorriso.
Não há nenhum igual, e torna-se difícil de suportar.
O primeiro amor não deixa nada, pois leva tudo. O primeiro amor, é o único e o imperdível.
And you may not think
ResponderEliminarI care for you
When you know down inside
That I really do
But I, I, I
ResponderEliminarI'll love you just the way you are
I'll have you just the way you are
I'll take you just the way you are
Does anybody love the way they are
Or in other words, don't change anything.
ty :)
ResponderEliminare posso saber quem és? :)
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ResponderEliminar«Mais tarde, quando tudo acaba, quando tudo chega ao fim, e nos dizem mais uma vez o nome daquele que foi o que em tempos, era tudo, dói. Dói e fica. Dói, e cai tudo. Dói e não desaparece. Fica sempre.»
ResponderEliminarVejo-me TANTO nessas palavras amor :$
obrigada linda :)
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