31 julho 2010

Dreams!

Todas as noites sonhava a mesma coisa. Um caminho deserto, parecido com um verdadeiro deserto, mas verde. Sem árvores, mas florido. Olhava para o céu a procura de sinais de algo que me indicasse onde estava, mas quando olhava novamente em frente, tudo mudava. Olhava em volta, e parecia que me mexia para qualquer outro lugar. Passava do que parecia um jardim, para o meio do mar, onde eu, andava por cima do mar de tubarões e golfinhos, onde eles adoravam-me – sentia isso. De seguida, passei para um azul e tonalidades brancas – era o céu. Quando lá estava, voava e isso dava-me uma sensação de liberdade.
Acordava! Sentia-me cansada e farta de um mundo igual a todos os outros. Todos os dias procurava algo que o diferenciasse dos meus sonhos, e até procurava lugares que me fizessem sentir tão bem, tão livre, tão leve, como me sentia lá. Contudo, não existiam.
Mas esta forma de pensar não durou muito… Cresci, e deixei de sonhar. Deixei de ser criança e passei a mulher. Sentia saudades desses sonhos que me faziam ir mais além de qualquer capacidade, desses sonhos que só eu fazia parte dele.
A minha mentalidade mudou, e com ela levou os sonhos. Não percebia bem o porquê, até que conheci alguém que me fez compreender isso.
Ele era aquele que eu ainda não tinha conhecido. Aquele que nem os meus sonhos me deixavam viver. E lá estava ele, à minha frente, de braços abertos para me receber. Entreguei-me de coração e de alma, vivendo todos os dias. No fim de cada um, os sonhos voltavam e eu caia no mesmo sono profundo pacificamente.
Ai compreendi! Os sonhos existem enquanto não temos algo que para nós pareça um sonho. Quando esse sonho aparece, tem de ter sempre algo que o complete, e dessa forma, eu sonhava à noite, porque falta sempre algo – nunca nada é completo. Mesmo que este sonho não dure sempre, é bom enquanto existe. E quando acaba, penso que sou criança e sonho. Quando conhecer outro alguém que me faça sonhar, torno-me mulher e a minha vida segue.

3 comentários:

  1. é tão verdade, Catarina :)
    quando nos fazem felizes, parece que não precisamos de mais nada para além disso. Que estamos completas.
    Depois, quando tudo acaba, voltamos a sonhar e voltamos à interminável espera.
    porque afinal de contas, "o sonho comanda a vida" :)

    gostei muito querida.
    beijinho,
    Licas.

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